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COM A PALAVRA

Um dos mais longevos políticos brasileiros, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defende uma mudança na lei para regular o comportamento de ex-presidentes da República. “Nós devíamos ter, no Brasil, uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República que voltasse a qualquer cargo eletivo”, sugere o político maranhense de 82 anos.

Sarney chegou à Câmara como deputado federal pelo Maranhão em 1955. Nunca mais saiu da política. Passaram-se já 57 anos. Foi presidente da República de 1985 a 1990. Em seguida, fez o que agora não recomenda aos demais: disputou e venceu, pelo Amapá, três eleições sucessivas para o Senado. Em 2015, quando termina seu atual mandato, terá completado 24 anos no Congresso.

Em entrevista ao “Poder e Política”, projeto da Folha e do UOL, disse que agora não pretende ser mais candidato a nada. Começa seu rumo à aposentadoria eleitoral no começo de 2013, quando deixa a presidência do Senado. Um pouco melancólico, acha que as “medidas provisórias destruíram o Congresso”, mas não enxerga solução no curto prazo. Defende uma mudança no sistema de governo para o parlamentarismo. “Até lá, nós vamos viver baseados na qualidade do presidente da República de manter o país estável”.

Sobre sua sucessão no Planalto, em 1989, tem uma avaliação sobre o candidato do PMDB a presidente naquele ano: “O Ulysses cometeu um grande equívoco. O equívoco do Ulysses foi achar que rompendo com o governo ele teria o apoio da opinião pública”. A personagem da crítica é Ulysses Guimarães (1916-1992), que naquela disputa ficou com 4% dos votos, rompido com Sarney.

Político moderado e ao longo da carreira posicionado do centro para a direita, Sarney apoiou o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Enxergou ali uma forma de ilustrar sua imagem. Lula, conta Sarney, foi três vezes à casa dele para pedir apoio. “Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como conservador. Eu vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder”. Ao deixar a presidência do Senado, no início de 2013, Sarney pretende ter menos compromissos partidários. Quer desfrutar mais de sua “paixão” pelo Maranhão. “É uma saudade que não passa”.

A seguir, trechos da entrevista realizada em 17 de dezembro:

 

Ao assumir a presidência do Senado o sr. disse que talvez fosse a última eleição que disputaria. É isso mesmo?

José Sarney – Uma vez o Virgílio Távora conversando comigo disse que há duas maneiras de a gente largar a política militante. Ou quando o povo larga a gente, ou quando a gente larga o povo. Nós temos outra, que é a idade. Eu, na minha idade, não posso jamais pensar em ser candidato novamente ao Senado.

Em 2015 o sr. pendura as chuteiras?

A política só tem uma porta. Disse isso no meu discurso de entrada na Academia Brasileira de Letras. Não tem porta de saída. Não poderei deixar de fazer política, de ser político.

Do ponto de vista político eleitoral?

Mandatos eletivos não vou ter mais. Também não quero ter atividades partidárias.

O sr. está com 82 anos. Como está a sua saúde?

Muitas vezes olhamos a nossa fotografia, mas não olhamos as nossas radiografias. Graças a Deus, eu estou bem. Não posso me queixar.

E a política brasileira?

O Brasil tem um gargalo a ultrapassar. A sua organização política. Nossas instituições políticas remontam ao século 19. Nós ainda não conseguimos uma estrutura política como aquelas que servem as democracias modernas e que dão estabilidade.

Por exemplo?

Hoje nós ainda estamos com as medidas provisórias. Essas medidas provisórias destruíram o Congresso. Ao mesmo tempo, jogaram nas costas do Executivo uma função que ele não tem. E jogaram nas costas do Legislativo também algumas funções que ele não tem. A Constituição de 88 transferiu ao Poder Executivo, através das medidas provisórias, a capacidade de legislar.

Então, nem o Congresso funciona na sua plenitude. E, também, o Executivo fica muito dependente dessas medidas. O resultado é que se faz uma legislação circunstancial do dia a dia.

Mas todos os presidentes da República dizem que é muito difícil governar sem o instrumento da medida provisória…

É essa a grande armadilha que foi feita. É porque sem as medidas provisórias, é impossível governar… E com elas, a democracia jamais se aprofundará e as instituições jamais se consolidarão. Quer dizer, o Congresso passou a entrar numa crise que vive até hoje.

De pouco poder?

De não legislar. Ele legisla para sancionar aquilo que o Poder Executivo já legislou, porque já está em vigor. As medidas provisórias. É isso que eu chamo de o grande gargalo.

A solução…

No Império, quando a Constituição passou a não funcionar, foi feito um ato adicional. O ato adicional, então, conseguiu estabelecer como funcionaria o regime parlamentarista, criou o conselho de Estado. Ao mesmo tempo, transformou o poder moderador para que o país pudesse realmente funcionar como funcionou. Em algum momento, nós vamos ter um instrumento dessa natureza. Ou uma constituinte limitada para colocar a Constituição de 88 em termos de tornar o Brasil com uma governança moderna. A Constituição é híbrida sobre esse ponto. É ao mesmo tempo parlamentarista e presidencialista. Nossa Constituição é tão falha que nós já temos 67 emendas constitucionais. Os artigos que têm nessas emendas são superiores aos artigos da Constituição. E temos em tramitação no Congresso 1.500 emendas constitucionais. E já passaram pelo Congresso nesses anos 3.500 emendas constitucionais.

No caso das medidas provisórias, algum presidente será generoso a ponto de entregar esse poder ao Congresso?

Esse é um ponto que nós temos. É que ninguém abdica de poder.

E como fazer?

Não se faz a reforma política porque todos os que estão em mandatos eletivos pensam que vão perder as condições que os levaram à conquista do mandato. E não se faz a reforma das medidas provisórias porque os presidentes acham que vão perder uma força muito grande.

Quando e como isso será resolvido?

Como todas as coisas de Estado se resolvem. Quando a crise se tornar paroxística.

Não é agora, então?

Não é agora. Confesso que não vejo, numa visão de médio prazo, nenhuma possibilidade de que isto possa ocorrer. Como também eu estou no Congresso há 54 anos e vejo se falar em reforma política todo o tempo. E eu, às vezes, me entusiasmo, até tenho tido várias iniciativas. Digo: “Agora, nós vamos fazer”. Mas, evidentemente, quando o assunto entra em marcha, não vai. Não avança.

Quando avançará?

Esse assunto só vai ser resolvido quando nós mudarmos do regime presidencialista para o regime parlamentarista. Eu acho hoje que nós devemos entrar no regime parlamentarista. Por quê? Porque nos momentos de crise, cai o governo. E a estrutura continua estável. Não cria crise. Aqui, no regime presidencial, qualquer crise atinge o próprio governo. Para sair disso, é muito difícil.

No Império, nós tivemos o Poder Moderador. Na República, quando começou a República, começou logo a ter os seus problemas. Primeiro foram as eleições. Como fazer eleições se o povo quer votar no regime monárquico? Chegou ao ponto em que o ministro da Justiça, que era o Campos Sales, fez uma reunião e disse: “Olha, temos que fazer uma legislação para fraudar a eleição”.

Foi a chamada República Velha, com aquela legislação em que o Pinheiro Machado ficava na porta do Congresso reconhecendo os mandatos. “Esse é nosso. Entra. Esse é mais ou menos, corta”. É isso que aconteceu. O que deu? Nas crises, as Forças Armadas queriam e assumiram essa função de poder moderador. Elas mesmas diziam ter “destinação histórica” e começaram com as intervenções militares. Essas intervenções militares foram, periodicamente, se manifestando ao longo das crises que se criavam no Brasil. Numa democracia moderna, amadurecida, essa função de poder moderador é feita nos países parlamentaristas. Países presidencialistas têm muito pouco no mundo hoje. A não ser países autoritários, com ditadores.


Os EUA são uma exceção?

Uma exceção, mas é muito diferente. O sistema americano funciona, mas o Congresso também funciona fiscalizando o Executivo permanentemente. É um regime muito diferente. Realmente, a federação existe. No Brasil, não existe mais a federação.

E como será até chegar o parlamentarismo?

Até lá, nós vamos viver baseados na qualidade do presidente da República de manter o país estável.

Alguma coisa será aprovada no curto prazo do que se chama reforma política?

Duas coisas vão ser aprovadas. Primeiro, o financiamento de campanhas. Isso aí, nós vamos aprovar. Essa é uma parte que vai se fazer.

O que mais?

Proliferação de partidos. Vai se encontrar uma solução porque todos já estão sentindo que é impossível. Principalmente agora que a Justiça decidiu que eles têm acesso imediato ao fundo partidário e à televisão. Está acontecendo um fenômeno que está matando os partidos grandes. Porque ninguém quer mais concorrer em partido grande. O que todo mundo faz: vendem-se pequenas legendas, fazem esses acordos espúrios em nível baixo. Então, os candidatos que são eleitos têm votação que às vezes correspondem a um terço da votação, ou muito menos do que isso, dos candidatos que foram eleitos nos grandes partidos.

Ainda existe o risco de volta dos militares?

Isso afastamos definitivamente. O Brasil superou essa fase.

E quais valores emergiram no lugar?

Primeiro, estamos atravessando o maior período em que o país já teve de estabilidade constitucional sem nenhum problema, nenhuma ruptura. Funcionou de tal maneira que tivemos até um impeachment de um presidente. E o país caminhou. A Constituição de 88, se por um lado deu problemas, por outro deu uma estabilidade muito grande que o país necessitava, que foi a sua visão social. Nós entramos com uma visão social e não somente com a visão econômica que tínhamos. Isso fez com que tivéssemos uma paz social. O povo participou mais da riqueza nacional. Nós tivemos essa grande melhoria de vida do povo e alguns valores emergiram. O valor da liberdade. O valor da igualdade. A busca da transparência.

É quase a revolução francesa…

Liberdade, igualdade, também, e fraternidade. Fraternidade o povo brasileiro já tem no fundo. Nós já temos uma massa capaz de manobrar a fraternidade porque, realmente, nós temos uma formação de um povo pacífico.

Mas o patrimonialismo persiste.

Esse é um fenômeno histórico que vem da colônia. Os portugueses vieram para cá não para criar uma nova pátria, mas para enriquecer. Naquele tempo, à custa de quê? A custa do Estado. E voltar para a metrópole.

Ao longo do tempo, essa mentalidade foi a do Estado protetor. O Estado que faz tudo. De onde saem todas as dádivas. Tudo acontece por causa do Estado. Até mesmo hoje isso remanesce.

Todo mundo quer uma lei. É que nós vemos no Congresso. Ninguém sabe quantas leis temos no Brasil. Trezentas mil? Ninguém conhece. Todas buscando proteger, de alguma maneira, alguma coisa. As carreiras. Todo mundo quer estender o seu poder, os seus benefícios. Participar do Estado protetor.

Agora em 2012 o Senado aprovou a regulamentação da profissão de historiador…

Para você ver a que ponto nós estamos chegando. Até profissão de historiador. Quer dizer, agora eu até não sei se estou me excedendo quando escrevo sobre história, não é? [risos].

Além do patrimonialismo na relação com o Estado, há o personalismo na política…

É porque os partidos políticos no Brasil praticamente não existem. Nós não temos uma tradição de partido nacional. Partido nacional no Brasil foi tratado na Lei Agamenon Magalhães de 1946. Outros países da América Latina tinham partidos centenários. E nós [não]. Por quê? Porque nós tínhamos partidos estaduais. Essa tradição de partido estadual remanesce até hoje.

Se olharmos bem, vamos verificar que os partidos são ainda regionais. Quando os militares assumiram o poder em 1964, acabaram com os partidos. Mas foram obrigados, por essa tradição brasileira e pelas realidades locais, a criar as sublegendas. Que, na realidade, ao invés de ter dois partidos que eles criaram [Arena e MDB], naquele tempo com 23 estados, eles dobraram. As sublegendas se disseminaram e ficaram como partidos. Quando se fundou o Partido Libertador, foi do Rio Grande do Sul. O Partido Republicano era um partido mineiro. Hoje, os grandes partidos são todos de São Paulo. A partir de São Paulo, nos Estados eles funcionam quase como registradores de candidatos nas eleições. Do PMDB de São Paulo, nasceu o PSDB. O PT é um partido também que nasceu em São Paulo. Se nós estudarmos cada um deles, vamos verificar que a origem é estadual.

Algum partido é mais nacional?

Nenhum.

Nem o PT?

Não. O PT não foi fundado como um partido, mas como uma federação de tendências num mundo ainda profundamente marcado pela ideologia que desapareceu. É difícil o PT ter unidade.

Mas o PT tem um amálgama que é o ex-presidente Lula.

Ele [o PT] tem uma coisa que, no Brasil, os partidos nunca tiveram. Como um partido de massa, ele se transformou num partido da classe operária. O modelo do PT é de um partido de massa. Baseado muito nos partidos europeus que têm também o seu braço sindical. O PT tem as suas centrais [sindicais] e capacidade de mobilização.

Como foi sua reconciliação com o ex-presidente Fernando Collor?

Nós não tivemos um momento de reconciliação porque, no meu temperamento, eu não gosto de declarar guerra a ninguém. Podem declarar a mim. Mas eu não aceito adversário voluntário. Eu me coloco como se fosse uma terceira pessoa nesses fatos. No caso, nunca tive problema de natureza pessoal com o presidente Collor. No governo, ele me atacou muito. Na campanha ele me atacou muito. Todos eles. Não tive um candidato que me defendesse. Era difícil sobreviver.

Por que Ulysses Guimarães, candidato a presidente pelo PMDB, também partido do sr., não o defendeu em 1989?

O Ulysses cometeu um grande equívoco: achar que rompendo com o governo, ele teria o apoio da opinião pública. Na realidade, nenhum governo em qualquer situação deixa de ter, no mínimo, 20% de apoio na opinião pública. O Ulysses resolveu que até na convenção proibissem que os candidatos do PMDB subissem com os nossos ministros que eram do PMDB no palanque. Isso foi uma decisão tomada pelo então [candidato à] vice-presidente, Waldir Pires. Diante disso, o PMDB não podia ter legitimidade popular para atrair os que eram contra o governo. O PMDB tinha sido instituidor do governo. Tinha participado do governo. Participava do governo. Então, abriu esse espaço. Entrou o PT e entrou o Collor -que não sendo atraído pela parte ideológica, tinha entre todos os outros partidos a opinião nacional, classe média, classe conservadora.

Com essa fragilidade, nas eleições de 89, Lula foi para o segundo turno com 16% do eleitorado. O Ulysses teve 4%. Se ele tivesse tido o nosso apoio, se ele tivesse se integrado às nossas forças, porque eu dei liberdade a todos os meus amigos, os nossos ministros, ele teria no mínimo 20%, 25% e iria para o segundo turno. Inevitavelmente, seria eleito. Ele foi vítima dos seus próprios companheiros.

 

Ulysses ajudou a cristalizar a fragmentação já existente

no PMDB?

O PMDB se fragmentou todo quando ele perdeu a perspectiva de poder. Sabiam todos que o Ulysses não seria eleito, que essa estratégia tinha falido. Então, o PMDB se fragilizou.

Em 1989, Lula e o PT o criticaram. Agora, são seus aliados. O que se passou?

Eu acho que durante a campanha de 89 ele não me atacou tanto pessoalmente. O Collor era muito mais pessoal. Lula atacava mais o governo. Não tivemos esse embate de pessoa a pessoa. Não tive nenhuma ligação com o Lula. Mas quando eu escrevia na “Folha de S.Paulo”, quiseram fazer uma campanha contra o Lula. Eu era absolutamente adversário do Lula, tinha uns 15 anos depois que eu já tinha deixado o governo. Eu fiz um artigo “A Lula o que é de Lula”. Dizendo que ele, sendo um líder operário, não podia ser atacado da maneira como ele estava.

Teve algum momento em que conversaram pessoalmente naquele período?

Nunca conversei pessoalmente com o Lula naquele período.

E no governo Lula?

Olha, dizem assim: “O Sarney está apoiando o governo”. Eu nunca saí da minha casa para ir à casa de ninguém e dizer assim: “Eu vim aqui para lhe apoiar”. O Lula foi à minha casa três vezes. Na campanha dele. Buscaram o meu apoio em companhia do José Alencar. A conversa era no sentido de apoiar-lhe. Eu achei que era do meu dever. Para mim, era muito bom. Durante todo esse tempo de político [eu era] tido como um político conservador. Eu vi essa possibilidade de nós termos um operário no poder. De concluir o ciclo republicano com 100 anos da República. Nós saímos dos baixareis que fizeram a República: Prudente de Moraes, Campos Sales. Já entramos no Rodrigues Alves, que era um dos barões do café e era monárquico. Percorremos os militares que ocuparam [o poder]. E chegarmos a esse período com um operário no poder. Nenhuma classe brasileira pode dizer que esteve fora das decisões nacionais. Isso me deu a responsabilidade de dizer que eu, apoiando o Lula naquele momento, afastava um pouco o medo que se tinha, nacionalmente, de que o Lula ia fazer uma revolução socialista.

Como seria institucionalmente correto o Brasil cuidar de seus ex-presidentes da República?

Eu acho que nós devíamos ter, no Brasil, uma legislação que não permitisse a nenhum ex-presidente da República, deixando o governo, que ele voltasse a qualquer cargo eletivo.

Devia ser proibido?

Devia ser proibido.

Contrariando, inclusive, a sua carreira, a de Itamar Franco e de vários?

Devia ser proibido. Devia-se dar ao ex-presidente da República as condições para ele exercer as funções do ex-presidente da República.

Quais são elas?

Tendo sido um presidente da República, é detentor de informações muito preciosas. Ele é detentor de uma visão do Brasil, do seu país, em nível internacional, da sua inserção a nível mundial. Pode ser um braço não governamental das negociações em que o governo não pode entrar diretamente, para ser um homem apaziguador. Essa é a função do ex-presidente, como ele exerce nos Estados Unidos. Mas ele tem que ter condições.

Quais condições?

O Estado devia dar-lhe uma pensão de sobrevivência [ao ex-presidente], assegurar um escritório, viagens, segurança permanente. Porque um ex-presidente deixa no governo inimigos, deixa pessoas no mundo dessa natureza.

Hoje um ex-presidente tem direito à segurança e a uma pensão…

Não, pensão não tem. Tem direito à segurança, isso a legislação brasileira assegura. São seis pessoas que formam seu staff. A segurança e mais três assessores.

O Estado paga os salários desse staff?

Desse staff.

O que mais deveria ter?

Exatamente o que tem nos Estados Unidos, não mudaria nada.

Descreva.

Ele [o ex-presidente] tem direito a um escritório. Forma o seu escritório numa repartição pública qualquer. O governo dá a ele, ou ele estabelece o escritório. Dá uma verba anual de representação, paga esses funcionários lá da representação, as pessoas que trabalham lá com ele. Dá condições de mobilidade, dá segurança e dá apoio ao ex-presidente. Com isso, o [Jimmy] Cárter [ex-presidente dos EUA] viaja o mundo inteiro. O [Bill] Clinton tem feito a mesma coisa. Todos os ex-presidente americanos fazem isso.

Mas por que então o sr. como ex-presidente voltou para a vida eleitoral?

Naquela época em que eu tinha deixado a Presidência, eu não pensava em voltar à política. Mas houve o problema do Collor. Todas as forças políticas que tinham ficado contra mim foram me pedir que eu voltasse. Porque com esse temperamento moderador, do diálogo, de sempre procurar harmonizar conflitos, eles achavam que era importante a minha presença dentro do Congresso Nacional. Eu aceitei voltar para prestar um serviço ao país naquele momento.

Mas não era novidade porque o Rodrigues Alves também voltou. O Itamar Franco, o Getúlio [Vargas], o Juscelino [Kubitschek].

O sr. não aconselharia o seu agora aliado Lula a disputar um cargo em 2014?

Em teoria, eu estou lhe dizendo o que acho que deveria ser a Presidência da República. Mas essas são decisões pessoais, que cada um tem que tomar.

O sr. vê ânimo no Congresso para aprovar algo como o sr. defende?

Não. A primeira coisa que dizem é que não se pode dar privilégio, que considera-se isso privilégio. Mas, na realidade, não é privilégio. O país está investindo nos seus homens públicos, que se deve preservar.

Hoje, 17 de dezembro de 2012, quando estamos gravando esta entrevista, o jornal “O Estado de S. Paulo” publica que está sob censura há 1.235 dias, por decisão judicial, impedido de divulgar dados de uma operação da Polícia Federal que investigou seu filho, Fernando Sarney. Por que esse caso dura tanto tempo?

Os advogados entraram com essa ação. No dia que deu entrada, eu publiquei uma nota dizendo que não concordava. Por quê? Sempre tive a tradição de defender a liberdade de imprensa e todos os seus setores no Brasil.

Mas por que imediatamente não retirou [a ação] então?

Retirou.

Mas demorou para retirar…

Não demorou…

…Alguns meses.

Demorou alguns meses para retirar, mas ele retirou…

O governo anterior do ex-presidente Lula e setores do PT, até hoje, falam sobre a necessidade de haver um “controle social da mídia”. O que o sr. acha disso?

Eu sou contra qualquer controle de mídia. Nunca a imprensa foi tão dura com um presidente da República quanto como foi comigo no meu tempo. Mas alguns excessos de liberdade de imprensa são corrigidos pelo tempo.

Cabe ao Senado sabatinar os indicados para o Supremo Tribunal Federal. Essas sessões de sabatina são quase uma homenagem. Como melhorar isso?

É ter uma consciência de quem é indicado para ministro do Supremo Tribunal, como para os outros cargos públicos, deve se submeter ao Senado não como se já fosse ministro, mas como um pleiteante que suas qualidades devem ser julgadas e avaliadas. Os senadores que fazem parte da comissão, que vão inquirir, devem aprofundar, ter a noção de que ali não está a pessoa que já é detentora do cargo, mas que está sendo sujeita ao seu exame. Eu concordo perfeitamente com você.

Deve se repetir a chapa PT-PMDB com Dilma para presidente e Michel Temer de vice?

Acredito que sim. Eu acho que não há nada que possa dizer que não deva ser. A aliança com o PT e com o PMDB, ela hoje não tem nenhum problema.

O senador Renan Calheiros deseja ser seu sucessor como presidente do Senado. Está trabalhando para conseguir os apoios. Quais são as chances de Renan Calheiros?

Dentro do Senado, nós temos o regimento que manda que a Comissão Diretora da Casa seja constituída com a proporcionalidade dos partidos. Assim, o partido majoritário indica o presidente. E os outros indicam proporcionalmente para os outros cargos. Então é dentro das bancadas que se vai fazer a escolha. Nós devemos respeitar a decisão da bancada. Agora, ele [Renan] é um nome de grande expressão dentro da bancada.

Outros poderiam ocupar a mesma posição?

Não vejo ninguém pleiteando, exceto Renan.

Ao deixar de ser presidente do Senado, como será a sua rotina a partir de 2013?

Você sabe que os homens que viajam no espaço, quando eles entram na atmosfera da Terra, eles vão se adaptando à atmosfera, a essa situação que se cria. De maneira que eu já estou nessa fase, preparando-me para deixar a vida parlamentar, que é muito difícil.

Mas quais são seus planos?

Assim que eu deixar o Senado, que não tiver compromissos partidários, eu acho que é muito difícil eu resistir à paixão de voltar ao Maranhão. É uma saudade que não passa.

Revista Caras e Nomes In Blog

Papa é argentino, mas Deus é brasileiro, diz Dilma após encontrar pontífice

Dilma se encontra com Papa Francisco no Vaticano (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff, primeira chefe de Estado a ser recebida pelo papa Francisco após a missa inaugural do pontífice, brincou nesta quarta-feira que os argentinos têm sorte pela escolha de um papa de seu país, “mas Deus é brasileiro”.

O encontro de Dilma com o argentino Jorge Mario Bergoglio, eleito papa no conclave da semana passada, durou cerca de 20 minutos no Palácio Apostólico do Vaticano. A audiência foi bem-humorada e o papa Francisco falou “portunhol”, contou Dilma a jornalistas após a audiência.

“Ele disse que está com o Brasil e com a América Latina. É um papa muito normal. Ele fala um portunhol e entende o português”, disse a presidente, segundo a Agência Brasil.

Questionada por um jornalista sobre o que pensa de o papa ser argentino, Dilma respondeu com bom humor: “Vocês, argentinos, têm muita sorte. A gente sempre diz: o papa é argentino, mas Deus é brasileiro.”

O papa, que iniciou oficialmente o pontificado a partir da missa inaugural na terça-feira, disse à presidente que pretende visitar a cidade de Aparecida, em São Paulo, onde fica a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, após participar da Jornada Mundial da Juventude em julho, no Rio de Janeiro.

A Basílica de Aparecida, considerada o maior santuário do mundo dedicado a Maria, recebeu em 2007 a 5ª Conferência-Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

O então cardeal argentino Jorge Bergoglio participou da conferência, assim como o agora papa emérito Bento 16.

Dilma disse que o papa lembrou da visita a Aparecida na conversa com ela, e a presenteou com um livro resultante da conferência. A presidente contou que o papa fez uma recomendação: “Não leia o livro todo.”

“‘Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessam’, ele me disse”, disse Dilma.

No encontro, Dilma e o papa também conversaram sobre a tragédia na boate de Santa Maria este ano, o combate às drogas na juventude e as políticas de enfrentamento à pobreza no Brasil. Segundo a presidente, o papa demonstrou conhecimento sobre os programas sociais do governo.

Em seu início de pontificado, Francisco, primeiro papa jesuíta e que escolheu o nome em homenagem a São Francisco de Assis, tem deixado claro que a prioridade da Igreja deve ser a proteção dos mais fracos.

“O papa é extremamente carismático e tem um compromisso com os pobres, o que torna a relação com o Brasil muito importante porque o governo brasileiro vem nos últimos dez anos… focando a questão da superação da pobreza”, disse Dilma.

“Expliquei como é que estamos. Mas ele conhecia bem. Não houve surpresa, ele conhecia bastante bem”, acrescentou.

PAPA CONFIRMA QUE VAI A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Depois de se encontrar reservadamente com o Papa Francisco na manhã desta quarta-feira (20) no Vaticano, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o pontífice confirmou sua presença na Jornada Mundial da Juventude, que ocorre em julho no Rio de Janeiro, de acordo com assessoria de imprensa do Planalto.

Segundo a presidente, que reforçou ter sido a primeira pessoa a ser recebida pelo Papa após a missa inaugural, Francisco também visitará a cidade de Aparecida, onde fica a maior basílica do Brasil, no interior de São Paulo.

A reunião com Papa, que começou às 11h no horário local, 7h, em Brasília, durou cerca de meia hora e foi “bastante interessante”, segundo a presidente.

Questionada por um repórter argentino sobre o que achava do Papa, Dilma respondeu que Deus é brasileiro: “Eu acho que vocês têm muita sorte, vocês têm um grande papa. A Argentina está de parabéns. Agora, a gente sempre diz, o papa é argentino, mas Deus é brasileiro”.

Dilma afirmou que o Papa Francisco espera uma presença grande de jovens na Jornada porque ele é “o primeiro em várias coisas”.

“Ele estava me dizendo que espera uma presença grande dos jovens na medida em que ele é o primeiro Papa. Ele é o primeiro em várias coisas. Ele é o primeiro Francisco, o primeiro jesuíta, o primeiro latino-americano, o primeiro argentino, e ele espera a presença massiva de jovens”, afirmou.

A presidente afirmou que o Papa se lembrou de uma conversa que teve com ela em Aparecida, em 2007.

“Logo depois da grande participação dele [na Jornada], ele vai a Aparecida e até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, me deu inclusive um livro que é a síntese do que eles fizeram em Aparecida em 2007, que foi uma conferência de bispos latino-americanos. Ele me disse assim: você não lê tudo, porque você pode se aborrecer, então, você pegue o índice e pegue os assuntos que te interessarem e vai lendo aos poucos”, disse.

SANTA MARIA
Segundo Dilma, o Papa disse que o Brasil demonstrou “força e ternura” após a tragédia em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

“Ele também me deu um conselho e me disse: eu fiquei muito comovido com a questão que ocorreu em Santa Maria e acho que a gente tem na vida que demonstrar força e ternura e, em Santa Maria, o Brasil demonstrou força e ternura. Eu fiquei muito agradecida também e acho que ele será um Papa muito importante para o momento que nós vivemos”, disse.

Do Site globo.com (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado com alegria e reivindicações

http://www.revistacarasenomes.com.br/wp-content/uploads/2012/03/senadohomenagem.jpgCom alegria, reivindicações diversas e muita emoção, foi comemorado hoje, no Salão Negro do Congresso Nacional, o Dia Internacional da Síndrome de Down. Dezenas de familiares de portadores da síndrome, ministros de estado, parlamentares e autoridades, celebraram a data instituída pela Assembléia-Geral das Nações Unidas (ONU). A cerimônia foi coordenada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Romário.
O senador carioca Lindbergh Farias, pai de Daniela, também portadora, registrou agradecimento especial ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota : “Não posso deixar de mencionar que a instituição do Dia Internacional das Síndrome de Down, aprovado em assembléia da ONU em novembro de 2011, foi uma proposição da delegação brasileira, liderada pelo ministro Patriota”.

Romário, o primeiro a falar, reforçou a necessidade de ampliar programas públicos focados no atendimento aos deficientes e se declarou um apaixonado por Ivy, sua filha: “Deus me deu a possibilidade de cuidar de um anjo”.

Lindberg destacou a importância do Protocolo Clínico para a Síndrome de Down, que estabelece procedimentos padronizados para o atendimento em toda a rede de saúde.

José Sarney contou sua convivência, desde a infância, com três tios (irmãos de sua mãe), dona Kiola – portadores da síndrome de Down. “Foi um tempo excepcional na minha vida quando recebi o carinho generoso dos meus tios Manoelito e Jofre”, relatou o presidente.


Essa experiência influenciou José Sarney que, em 1988, como presidente da República criou a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), propiciando assim aos portadores desse distúrbio influir na ação governamental.

Ligada diretamente à Presidência, a instituição viabilizou pela primeira vez no país um programa de governo focado nos deficientes. Sob a coordenação de Teresa Costa d’Amaral, foi elaborado projeto de lei específico para o setor.

” A Lei 7.853/89, é ainda hoje um modelo. À época nos antecipamos a Convenção da ONU em matéria legislativa”, recordou Sarney. “Nossa ideia e nosso desejo era que tivéssemos um órgão encarregado da ação interministerial, pois o problema das pessoas com deficiência perpassa todos os setores da sociedade e do Estado”, explicou o presidente.

Em seu discurso, Sarney enumerou uma série de ações que o estado “pode e deve” assumir. Ressaltou a necessidade “urgente” de que os educadores se preparem para lidar com as diferenças que devem reger o aprendizado dos portadores da síndrome de Down.

“Hoje se sabe que não é correto falar em problemas cognitivos, mas em problemas da educação”, avaliou. Também frisou a necessidade da conscientização da sociedade no sentido de estancar o preconceito. “Precisamos todos incorporar em nossos conceitos esse, fundamental, de não considerarmos uma parte da sociedade melhor ou superior à outra”. E acrescentou: “Portadores da síndrome de Down são criaturas que Deus dotou com uma excepcional inteligência afetiva”.

Do: senado.gov.br

Barra cai no pé de Dilma

Uma barra de sustentação caiu e atingiu o pé da presidente Dilma Rousseff durante uma entrevista coletiva concedida por ela antes da abertura da Feira Internacional das Tecnologias da Informação e das Comunicações, que acontece em Hannover, na Alemanha. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência, Dilma não precisou de atendimento médico.

Presidente da Assembleia recebe da governadora PPA e LOA 2012

O presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Melo (PMDB), recebeu das mãos da governadora Roseana Sarney nesta quinta-feira (29), pela manhã, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, na abertura do Encontro de Lideranças Regionais, o Plano Plurianual 2012/2015 e a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2012. Na oportunidade, Arnaldo Melo anunciou que até final de outubro a Casa deverá votar as duas peças orçamentárias.

Compareceram ao Encontro de Lideranças, organizado pelo governo do Estado, lideranças políticas de todas as regiões e municípios do Estado do Maranhão. Em sua fala, a governadora Roseana agradeceu o empenho de sua equipe de governo na realização dos seminários regionais e a participação das lideranças políticas regionais. “Reunimos e debatemos com a sociedade e as prioridades de governo foram estabelecidas. Todas essas propostas coletadas nesses encontros vêm completar o programa de obras já em andamento pelo meu governo”, explicou.

A governadora Roseana revelou que as prioridades estabelecidas pelos encontros regionais de lideranças já estão sendo cumpridas. “Na área da Segurança já entregamos 797 novas viaturas; na área de Educação, vamos cumprir o piso salarial dos professores, implantar o novo Estatuto do Educador, recuperar e construir novas escolas; estamos investindo forte na capacitação de mão de obra – já capacitamos mais de 50 mil e a meta é chegar a 400 mil pessoas capacitadas para ocupar os novos postos de trabalho que estão sendo criados com os grandes investimentos que estão sendo feitos no Maranhão”, revelou.

Segundo a governadora, a hora do Maranhão chegou, o emprego chegou, mas é necessário que os maranhenses criem as condições de empregabilidade para poderem aproveitar as oportunidades que estão surgindo. “Nossa hora chegou. Ouvirei o tempo todo. Estamos prontos para continuar as parcerias com os municípios, mas respeitando-se as prioridades estabelecidas pelo planejamento. Vou continuar trabalhando para fazer o melhor governo de minha vida”, concluiu.

Arnaldo elogia iniciativa do governo

Na oportunidade, o presidente Arnaldo Melo disse que a preocupação em manter o governo próximo ao povo sempre foi uma marca da administração de Roseana. “No seu segundo governo ela criou as gerências regionais com a intenção de manter o governo próximo aos cidadãos e, agora, volta a dar atenção às regiões quando realiza os seminários regionais para ouvir as lideranças políticas. Sem dúvida, é uma iniciativa brilhante”, reconheceu.

De acordo com Arnaldo Melo, a Assembleia Legislativa vai analisar com muita responsabilidade o Plano Plurianual 2012/2015 e a Lei Orçamentária Anual e, acredita ele que, até final de outubro, estarão votados, podendo ser alterados. “Essas peças orçamentárias não são obras acabadas. Nós deputados podemos apresentar proposições, emendas no sentido de aperfeiçoá-las, se este for o caso, porque acredito que não será necessário em razão da forma inteligente como foram elaboradas, ou seja, fruto de debates e discussões com a sociedade”, explicou.

Dilma defende Estado palestino e exalta papel da mulher na política

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (21), no discurso de abertura do Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), lamentar a ausência da Palestina na organização .

“Lamento não poder saudar nesta tribuna o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países dessa assembleia, acreditamos que chega o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título “, afirmou a presidente.

Dilma afirmou que reconhecer “o direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação” é decisivo para as possibilidades de paz no Oriente Médio.

“Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional”, disse. “Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia – como deve ser.”

A presidente Dilma Rousseff durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York (Foto: Reuters)

Papel da mulher
Ao abrir seu discurso, a presidente afirmou que representa “a voz da democracia”. Ela é a primeira mulher a fazer o discurso de inauguração do evento, que, por tradição, cabe ao chefe de Estado brasileiro em razão de o Brasil ter sido o primeiro país a aderir ao organismo internacional, em 1945.

“Pela primeira vez na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o debate geral: é a voz da democracia”, disse, sendo aplaudida logo depois. “Divido essa emoção com mais da metade dos seres humanos de que esse será o século das mulheres. Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino e são também femininas”, completou.

A presidente abriu e fechou sua fala na tribuna das Nações Unidas exaltando o papel feminino na sociedade e seu reflexo na representação política. “Além do meu querido Brasil, sinto-me aqui hoje representando todas as mulheres do mundo: aquelas que passam fome e não podem dar de comer aos seus filhos; aquelas que sofrem violência e são discriminadas no emprego e na vida familiar; aquelas que ousaram e conquistaram espaço de poder que me permite hoje estar aqui”, disse. “Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores de direitos humanos, da democracia”, completou.

Conselho de Segurança
Dilma foi aplaudida também em outra oportunidade, ao defender a reforma dos assentos no Conselho de Segurança da ONU. “[A orientação do conselho] será tão mais acertada quanto mais legítima forem suas decisões, a legitimidade depende cada vez mais de sua reforma. A
falta de representatividade no Conselho de Segurança corrói sua efetividade. O mundo precisa de um conselho de segurança que venha refletir a sociedade contemporânea, em especial com representantes das economias em desenvolvimento”, disse.

O Brasil, segundo Dilma, “está pronto para assumir responsabilidades como membro permanente do conselho”.

Crise
A presidente também disse demonstrar preocupação com a crise econômica internacional. ” A ONU precisa emitir com a máxima urgência sinais claros de coesão política e macroeconômica. Há sinais evidentes de que várias economias avançadas se encontram no limiar da recessão”, afirmou. “Essa crise é séria demais para que seja administrada por uns poucos países.”

Ela condenou “a manipulação do câmbio” por “políticas monetárias amplamanete expancionistas” e disse que “a reforma das instituições deve prosseguir aumentando a participação dos países emergentes”, que, segundo Dilma, são “os principais responsáveis pelo crescimento da economia mundial”.

Em seu discurso, Dilma exaltou o papel de seu governo em contornar as turbulências da economia internacional. “Mantemos gastos do governo sob rigoroso controle sem que isso comprometa o êxito das políticas sociais nem nosso ritmo de crescimento e investimento.”

Na noite de terça-feira (20), Dilma também abordou a crise em discurso para cerca de 300 convidados em um jantar onde recebeu o prêmio de Serviço Público oferecido pelo instituto americano Woodrow Wilson, em Nova York. Ela afirmou ter “imensa preocupação” com as turbulências econômicas nos países desenvolvidos, mas destacou que o Brasil apresenta “fundamentos sólidos” para enfrentar esta “nova fase” da crise mundial.

“Externo imensa preocupação com países desenvolvidos no que se refere não só aos efeitos da crise econômica, mas também aos efeitos sobre a sociedade, principalmente sobre os efeitos que o desemprego produz.”

Após o discurso, Dilma disse que sua estreia na ONU foi “um momento muito especial” e “muito importante”. “Vou levar essa lembrança da presença calorosa das mulheres.”

Reuniões
Antes de discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, a presidente teve uma breve audiência com o secretário-geral do organismo internacional, Ban Ki-moon.

Dilma teve reunião privada com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na manhã desta quarta (21), em Nova York (Foto: Timothy A. Clary / AP Photo)

Ao longo da tarde desta quarta, Dilma terá reuniões bilaterai, pela ordem, com o premiê do Reino Unido, David Cameron, com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, do Peru, Ollanta Humala, e da da Colômbia, Juan Manuel Santos. De acordo com o Planalto, mais de 40 países pediram audiências com Dilma. Devido à agenda apertada, a presidente precisou selecionar.

Além de tratar da criação de um Estado Palestino, líderes dos mais de 190 países integrantes das Nações Unidas irão debater o futuro político da Líbia, que vive uma guerra civil desde fevereiro deste ano, quando grande parte da população se rebelou contra a ditadura de 42 anos do coronel Muhammar Kadhafi.

AONU deverá decidir se apoia formalmente o Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio, formado pelos rebeldes que lutam contras as forças de Kadhafi. A tendência é de que as Nações Unidas defendam que o CNT assuma o poder provisoriamente e organize eleições.

Do: g1.globo.com

João Alberto deve ser eleito presidente do Conselho de Ética

SÃO LUÍS – O senador João Alberto (PMDB) deve ser eleito hoje para o cargo de presidente do Conselho de Ética do Senado Federal.

Indicado pelo PMDB e apoiado pelos líderes dos mais diferentes partidos, o senador maranhense, ao ter sua eleição confirmada, em reunião marcada para as 11h, entrará para a história da Casa como o único dos seus membros a ocupar o cargo três vezes.

Do: imirante.com

Direitos Humanos

O presidente e a vice-presidente da OAB/MA, Mário Macieira e Valéria Lauande, acompanhados do conselheiro Moreira Serra Júnior e do presidente da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos da Seccional, Charles Dias, estiveram presentes ontem (18/04) ao 2º Juizado Especial Criminal de São Luís para o julgamento da Ação Penal movida contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luís Antônio Pedrosa.

A ação foi movida pelo ex-secretário adjunto do Sistema Penitenciário do Maranhão Carlos James Moreira, sob a acusação de que o advogado Luís Pedrosa teria cometido crime de calúnia, resultando em seu afastamento do cargo em agosto de 2010.

No mês passado, a OAB do Maranhão divulgou Nota Oficial em defesa do presidente da Comissão de Direitos Humanos. O presidente Mário Macieira destacou a atuação corajosa da Comissão de Direitos Humanos da Ordem, ao denunciar a existência de uma organização criminosa que, nos últimos anos, passou a ter o controle do tráfico de drogas, do tráfico de armas, da venda de proteção, da venda de benefícios no Sistema Prisional e, que segundo a apuração, está por trás da insuflação que levou às últimas rebeliões nas prisões do Maranhão.

Os juízes da Primeira Turma Recursal Cível e Criminal, Adinaldo Ataíde Cavalcante, José Gonçalo de Sousa Filho e Raimundo Nonato Sorocaba Martins Filho, decidiram conceber, por unanimidade, Habeas Corpus, de acordo com o parecer do Ministério Público Estadual e conceder ordem para determinar o trancamento da Ação Penal e sua conseqüente extinção. Luís Antônio Pedrosa teve como advogados de defesa o próprio presidente da OAB/MA, Mário Macieira e o presidente da Comissão de Direitos Difusos e Coletivos, Roberto Charles de Menezes Dias.

Por: William Santos

Com a Palavra ARNALDO MELO

Exemplo de persistência!

O presidente da Assembleia Legislativa do estado do MA

‘A persistência é o caminho do êxito’. Foi o que afirmou sabiamente um dos maiores gênios que a humanidade já teve, Charles Chaplin. O Maranhão presenciou recentemente um grande exemplo de persistência que culminou na vitória do deputado estadual ARNALDO MELO, presidente da Assembleia
Legislativa do Maranhão.  Aos 56 anos de idade, o parlamentar que já exerce seu sexto mandato, foi eleito de forma democrática a partir de uma aliança firmada sobre bases diferenciadas, mas que convergem para um único objetivo: trabalhar pelo desenvolvimento do estado. Nascido em Codó, Arnaldo Melo traz em sua bagagem toda a experiência de mais de 20 anos de
trabalho. É um deputado com uma larga experiência na Casa e recebeu o reconhecimento por sua atuação como parlamentar ao ser escolhido para presidir a Assembleia pelos próximos dois anos.
União pelo Maranhão
A chapa “União pelo Maranhão”, a qual pertence o atual presidente, recebeu 25 votos e compôs a sua mesa diretora da seguinte maneira: Marcos Caldas (PRB), ficou com a 1ª vice-presidência; Neto Evangelista (PSDB), com a 2ª vice-presidência; Francisca Primo (PT), com a 3ª vice-presidência; Afonso Manoel (PMDB), com a 4ª vice-presidência. Hélio Soares (PP) está com a 1ª Secretaria; Jota Pinto(PL), com a 2ª Secretaria; Edilázio Júnior (PV), com a 3ª Secretaria; e Cleide Coutinho (PSB), com a 4ª Secretaria. Garantindo o respeito e a colaboração entre os parlamentares, Melo acredita que poderá fazer um grande mandato, que ficará marcado na história do poder legislativo maranhense. Logo após o resultado da eleição, Arnaldo Melo foi entrevistado pela equipe da revista CARAS E NOMES, onde declarou apoio ao governo do Estado e disse que respeita a diversidade e diferenças entre os deputados estaduais da Casa, mas ressaltou que o momento, agora, é de se unir e fazer com que o Maranhão se imponha como um dos grandes Estados
do país.
Leia e Encante-se com essa entrevista do deputado Arnaldo Melo eleito presidente da Assembleia Legislativa do MA, que comandará a casa por dois anos.
CARAS E NOMES – O que o senhor, eleito presidente da Assembleia  Legislativa do Maranhão de forma democrática pela maioria, tem a dizer aos deputados que votaram em Arnaldo Melo?
ARNALDO MELO -Eu gostaria de agradecer a todos os deputados e deputadas que confiaram seus votos ao deputado Arnaldo Melo. Estou exercendo meu sexto mandato de forma ininterrupta e quero dizer a vocês deputados que me confiaram esse cargo tão importante e de tamanha responsabilidade que estarei atento e vigilante em todos os sentidos para que possamos tratar bem e de forma responsável o Estado do Maranhão.
CARAS E NOMES - E o que o senhor diz aqueles que não votaram ao seu favor?
ARNALDO MELO -Aos deputados que não votaram em Arnaldo Melo quero dizer que, juntamente com meus pares que compõe a mesa, vou administrar essa Casa compreendendo a diversidade e a heterogeneidade do poder legislativo e que somos 42 deputados com a mesma legitimidade, com a mesma representatividade, eleitos pela vontade do povo do Maranhão. Estendo a minha mão a todos os deputados que não puderam votar em mim. O parlamento é a casa do povo do Maranhão. O embate eleitoral encerrou
no momento que foi empossada a nova mesa diretora, que daqui para frente, todos nós procuraremos contribuir para que possa fazer aquela gestão que nós sempre sonhamos.
CARAS E NOMES - O senhor está em seu sexto mandato como deputado e é decano na Casa. Podemos dizer que presidir a Assembleia Legislativa do Maranhão era um sonho que está sendo realizado?
ARNALDO MELO – Todos os parlamentares desejam presidir o seu poder, comigo não é diferente.
CARAS E NOMES – O poder legislativo do Maranhão está
passando por um momento histórico e a sua vitória é
uma prova disso. Como o senhor avalia esse momento?
ARNALDO MELO – O legislativo maranhense tem crescido muito nos últimos anos. Eu tive a oportunidade de ver a maior transformação que o parlamento maranhense sofreu nos últimos anos. O legislativo do Maranhão será com certeza um dos melhores do Brasil, porque será dirigido com simplicidade. Esse momento é histórico para a Assembleia porque conseguimos montar uma mesa diretora com deputados de várias diretrizes, sempre discutindo de forma igualitária, respeitando os ideais e as posições políticas de cada um. Foi certamente essa capacidade de ouvir esse momento em que deputados jovens e experientes se unem com todas as identidades.
CARAS E NOMES – O que o povo do Maranhão pode esperar
da sua gestão?
ARNALDO MELO -- Pretendo conduzir a minha gestão ouvindo os deputados e fazendo o máximo possível para atender às suas reivindicações, colocando acima de tudo o interesse do Maranhão. Vou lutar para que a Assembleia Legislativa seja o palco dos grandes debates de temas de interesse para o nosso estado.
CARAS E NOMES – Como serão conduzidos os trabalhos do
legislativo durante a sua gestão em relação aos demais
poderes?
ARNALDO MELO - Este poder legislativo vai procurar trabalhar de forma harmônica com os outros poderes porque é assim que a Constituição exige em um país que vive a democracia. Nós trabalharemos em harmonia com os outros poderes, pois é muito importante que o legislativo esteja em harmonia com o judiciário e com o executivo, mas é muito mais importante que haja a respeitabilidade e a representatividade de qualquer homem e mulher que vem para essa Casa.
CARAS E NOMES – Em relação ao apoio da sua gestão como
presidente da Casa, o seu mandato será ligado ao governo
Roseana Sarney e ao seu grupo político?
ARNALDO MELO - Temos uma ligação política com a governadora Roseana Sarney, em quem eu votei para governadora e pedi votos. Votei na presidenta Dilma Rousseff e nos senadores Lobão e João Alberto. Sinto-me legítimo não porque pertenço somente à ala dela, mas sou um homem maranhense com seis mandatos de deputado e que sempre vai zelar pela honradez e pela dignidade.
CARAS E NOMES – O senhor sempre foi reconhecido por
sua humildade e simplicidade. Essa será uma caracerística
de seu mandato como presidente?
ARNALDO MELO - O traço da nossa administração será o traço da nossa vida: simplicidade. Saber ouvir os cidadãos maranhenses e os deputados por igual. Foi com esta humildade e esta simplicidade que um grupo de deputados e deputadas me ungiu de forma inusitada para que eu assumisse um compromisso com a responsabilidade de dirigir esta Casa.
CARAS E NOMES – Qual a mensagem que o senhor deixa para o povo do Maranhão e para todos os que o apoiaram?
ARNALDO MELO - Ao povo do Maranhão deixo meu agradecimento e um pedido humilde de compreensão a minha mulher, as minhas filhas, a minha neta, aos meus irmãos e pelo tempo que não pude dar a vocês, o tempo que roubo da minha família para dedicar à capacidade de vislumbrar um futuro melhor para o Maranhão.
CARAS E NOMES – Deputado Arnaldo Melo, agradecemos a
sua participação na nona edição da revista CARAS E NOMES.
ARNALDO MELO - Eu que agradeço estar participando dessa revista que vem acompanhando o mundo politico de forma imparcial. A revista CARAS E NOMES esta de parabéns pelo seu conteúdo.

Arnaldo Melo recebe presidentes do Confea e Crea-MA

O presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB, recebeu, na tarde desta quinta-feira (14), uma visita de cortesia dos presidentes do Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo; e do Crea-MA, Raimundo Portelada. O deputado Jota Pinto também participou do encontro.

Em sua primeira visita ao novo presidente, Portelada parabenizou Arnaldo Melo pela eleição para a Mesa Diretoria, ocorrida em fevereiro, e colocou o CREA-MA à disposição da Assembleia Legislativa. Ele destacou o encontro de presidentes de CREAs da região nordeste que está sendo realizado em São Luís.

Em seguida o presidente do Confea solicitou a Arnaldo Melo o apoio da Casa para interceder, junto ao presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP), para que o Congresso aprove uma lei aumentando o valor da anuidade do Conselho em todo país.

Segundo Marcos Túlio, a justiça vem reduzindo o valor da anuidade o que prejudica a capacidade financeira do Conselho, que já é bem limitada.

Ele também reclamou de uma medida que separa os engenheiros e arquitetos do Crea, que passaram a criar seu próprio Conselho. A medida gera ainda mais perdas para os Conselhos.

O presidente Arnaldo Melo colou a Casa à disposição do Conselho para interceder junto ao presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP). Ele pediu que fosse encaminhado material com informações sobre o pleito para substanciar o pedido que será feito pela Casa.

Do: al.ma.gov

As belas comunicadoras

Rafaela Lemos, Publicitária e Diretora da Revista Caras e Nomes.

A Publicitária Rafaela Lemos, diretora da revista Caras e Nomes, e as repórteres Keila Santos e Susie Moraes esbanjaram muita competência no evento da Eleição do novo Presidente da FAMEM, hoje (17). Parabéns pela garra e determinação das belíssimas representantes da Comunicação maranhense.

A Publicitária Rafaela Lemos, a repórter Keyla Santos, o Prefeito Gil Cutrim e a repórter Susie Moraes.

O Prefeito de Itapecuru Mirim Júnior Marreca.

Marcelo Queiroz

Os Prefeitos Vadilson Dias, Júnior Marreca e Carlos Machado.

Os Prefeitos Sonia Campos e Júnior Marreca na eleição da FAMEM.

Convite Para as eleições da FAMEM

O prefeito de Itapecuru, Júnior Marreca (PV) iniciou uma campanha na reta final das eleições da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), para garantir a presença dos colegas prefeitos nas eleições de amanhã. Ele é candidato único na entidade e deve ser confirmado presidente.

Em um vídeo que circula na internet e foi mandado também para cada prefeito, ele fala da importância de manter a Famem unida e prega o fortalecimento, com a união dos prefeitos.

Marreca pretende ampliar a participação dos colegas na entidade e garantir a independência em relação aos demais poderes.

A eleição da Famem, nesta quinta, acontece entre 8h e 17 horas, na sede da entidade, no Calhau.


Do: marcoaureliodeca.com

Júnior Marreca vai criar coordenação

Júnior Marreca vai criar coordenação de ex-prefeitos na Famem

O prefeito de Itapecuru, Júnior Marreca (PV), pretende criar uma coordenação na Federação dos Municípios do Maranhão para abrigar os ex-prefeitos.

Júnior é candidato único na Famem e deve ser eleito presidente da entidade nesta quinta-feira.

– O objetivo é garantir a estes ex-prefeitos o suporte necessário para que ele possa reencaminhar sua vida pública após deixar o poder. E prevê também a congregação de toda a classe política – disse Marreca, que este agora pela manhã na Assembléia.

Segundo explicou o prefeito, a idéia é garantir assessoramento aos ex-gestores, de forma a garantir a eficiência das suas prestações de contas.

– Mesmo depois que deixar o cargo, o prefeito precisa prestar contas de suas atividades. Com o assessoramento técnico da entidade, ele saberá garantir a qualidade das suas informações – disse.

Ele deixou claro, no entanto, que a Famem não dará suporte às irregularidades apuradas em eventuais gestões.

Do: marcoaureliodeca.com

‘Não podemos protelar a reforma eleitoral’, diz Sarney

Para presidente do Congresso, reforma precisa ser feita ‘com urgência’. Senador discursou na sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta quarta-feira (2) a necessidade de o Congresso Nacional aprovar o projeto de reforma eleitoral. A manifestação do senador foi feita durante discurso na sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo, nesta tarde, em Brasília.

“A reforma política, sobretuto a reforma do nosso sistema eleitoral, precisa ser feita com urgência”, defendeu Sarney, que discursou depois da presidente Dilma Rousseff e dos presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso; do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski; e da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

Sarney também afirmou que o Congresso vai tomar medidas para auxiliar na erradicação da pobreza, compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff, em sua mensagem ao Congresso como uma das principais metas dos quatro anos de governo.

“Não podemos protelar a reforma eleitoral, com o fim do voto proporcional. Vamos também concluir a reforma do Judiciário e tomar as medidas para erradicar a pobreza e a miséria, que é obsessão do seu governo [Dilma].”, afirmou.

Sarney ainda defendeu mudanças na lei que possibilita a edição de medidas provisórias pelo Executivo. Segundo o senador, as medidas em excesso acabam atrapalhando os trabalhos do Legislativo.

“Precisamos resolver o grave problema das medidas provisórias, com constantes bloqueios das nossas pautas. É uma das nossas mais urgentes tarefas, propor que as medidas provisóras sejm reduzidas”.

Sarney fez um discurso de mais de 20 minutos, recordando momentos importantes do Legislativo, e a necessidade de independência entre os três poderes. Durante sua fala, o presidente do Senado chamou por duas vezes a presidente Dilma Rousseff de ministra, uma referência ao período em que Dilma atuou como ministra do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Logo depois, Sarney corrigiu o termo e chamou Dilma de presidente.

Marco Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), que discursou antes de Sarney, disse se sentir feliz por perceber que as prioridades da Casa coincidem com as enumeradas pela presidente Dilma Rousseff, especialmente as de erradicação da pobreza e de combate ao crack.

Maia também defendeu a aprovação das reformas política e tributária. “As suas palavras já produziram eco; quando disse que as reformas política e tributária são suas prioridades, a resposta foi imediata, porque esse também é o sentimento deste Parlamento”, afirmou.

Do: g1.globo.com

Exemplo de dignidade

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o ex-vice presidente José Alencar “dá um exemplo de dignidade” em sua luta contra o câncer. Durante seu discurso, Dilma ficou com olhos marejados e chegou a chorar. Ela entregou ao ex-vice a medalha 25 de janeiro, comenda conferida a personalidades pelos 457 anos da cidade de São Paulo.

“Ele foi, sem dúvida nenhuma, um grande vice-presidente ao lado de um grande presidente”, afirmou Dilma em referência aos oito anos de parceria entre Lula e Alencar.

A presidente enalteceu a tra-jetória de Alencar que, a exemplo de Lula, nasceu em família pobre. “A gente deve reconhecer a importância desse homem que saiu de baixo e construiu um império econômico, mas não perdeu jamais o compromisso com a soberania do País e com o resgate de milhões de brasileiros da miséria.”

Dilma elogiou a equipe médica do político e disse que ele trava “uma luta tenaz” pela vida – ele combate um câncer no abdome há 15 anos e está há três meses em idas e vindas no Hospital Sírio-Libanês. Para ela, Alencar não só sobrevive com honradez, mas com energia.

Com a medalha no pescoço, José Alencar afirmou: “Estou lutando para não morrer”.

Sentado numa cadeira de rodas, ele arrancou risos ao brincar sobre seu discurso. “O Lula me lembrou agora: o discurso tem de ser como vestido de mulher. Nem tão curto que nos escandalize nem tão longo que nos entristeça.” O ex-vice foi liberado por médicos para comparecer à cerimônia. A mesma equipe proibiu, no começo do ano, que ele viajasse para testemunhar a posse de Dilma, em Brasília.

Uma noite em casa

José Alencar esticou sua saída do hospital e, com permissão do médico Roberto Kalil Filho, dormiu ontem em sua casa, localizada em São Paulo. Segundo Kalil, o político apresenta quadro estável e “provavelmente” passará a noite em casa, sem acompanhamento médico especial.

Ele deverá regressar ao hospital hoje para dar continuidade ao tratamento contra um câncer no abdome. O ex-vice se submete a quimioterapia (via oral) e, eventualmente, passa por sessões de hemodiálise (filtragem artificial do sangue).

Alencar

No discurso, José Alencar disse que, fora da Vice-Presidência, não anda mais com batedores da segurança e que, por isso, tem observado a cidade e seus carros luxuosos, o que, segundo ele, é uma prova de que o País vai bem. “O Brasil vai bem graças à dedicação extraordinária do Presidente Lula”, disse.

De: osamigosdopresidentelula.blogspot.com

Entretenimento

Marcela chamou a atenção pela beleza e pelo figurino, considerado ousado.

Marcela Tedeschi Temer está surpresa por ter se tornado a grande atração da posse da presidenta Dilma Rousseff. A ausência deuma primeira-dama, somada à beleza juvenil de ex-miss Campinas, rara no ambiente político de Brasília, transformou a mulher do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) em uma celebridade instantânea, sucesso na TV, nos jornais e na internet. “Não esperávamos por isso. Ela está um pouco assustada, esperando que isso vá passar logo”, disse a ÉPOCA Norma Araújo, de 57 anos, mãe de Marcela.

Segundo Norma, se soubesse do frisson que causaria, Marcela teria se preparado melhor para a cerimônia. O figurino com o qual a mulher de Temer subiu a rampa do Palácio do Planalto – uma saia justa de cetim e cintura alta com uma blusa berinjela que deixava um ombro à mostra – foi considerado “ousado” pela consultora de moda Costanza Pascolato. “Se houvesse protocolo no Brasil, ela não poderia ter ido à posse vestida com aquela roupa”, diz Costanza. De acordo com Norma, a preparação da filha para a festa foi extremamente simples. Marcela copiou o traje de uma revista de celebridades. A confecção das peças ficou a cargo de um costureiro desconhecido de São Paulo, amigo da dermatologista da senhora Temer. Marcela disse que usava bijuterias, e não joias, no dia da posse.

Aos 27 anos, ela é a terceira mulher de Michel Temer, de 70. Descrita pela família e pelos amigos como “discreta e recatada”, em quase oito anos de casamento ela apareceu em raríssimas ocasiões públicas ao lado do marido. Não frequenta festas em São Paulo nem em Brasília. Tampouco é vista no Congresso.

“A Marcela costuma dizer que a política ela deixa para o Michel”, diz seu tio, Geraldo Araújo. Ela nunca morou com o marido em Brasília. Até hoje, sempre ficou em São Paulo, em companhia do filho do casal, Michelzinho, de 2 anos. A bela vai agora se mudar para a capital federal. O Palácio do Jaburu, residência oficial dos vice-presidentes da República, passa por algumas reformas, inclusive com a instalação de proteção na piscina, para receber a família.

“Posso dizer que o Michel foi o primeiro namorado, namorado mesmo, da Marcela” NORMA ARAÚJO, mãe

Marcela é a segunda de três filhos de uma dona de casa e um economista. Nasceu em Paulínia, no interior paulista. Foi educada em escola estadual. Na adolescência, costumava acompanhar a mãe, evangélica, aos cultos – hábito que perdeu depois do casamento. O único emprego que consta em seu currículo é o de recepcionista, aos 19 anos, no extinto jornal O momento, de Paulínia. A experiência durou quatro meses. “Marcela ganhava muito pouquinho e sua função era atender o telefone e receber os anunciantes. Ela era tímida, só falava o que lhe perguntavam”, diz o empresário Paulo Berenguel, seu ex-patrão. Desde que se casou com Michel Temer, Marcela não voltou a ter um emprego.

Em 2002, ela decidiu participar de concursos de miss. Tinha 19 anos, “Foi uma empolgação de adolescente”, diz a mãe. A primeira disputa foi em Paulínia, e Marcela ficou em segundo lugar. Depois vieram o título de Miss Campinas e o de Vice-Miss São Paulo. “A personalidade da Marcela chamava a atenção”, diz Daniella Vieira, uma de suas concorrentes no Miss Paulínia. “Ela era mais madura e reservada que as outras meninas.” A amiga a descreve como “avessa a badalação”, diz que “não saía à noite” e parecia ter “a intenção de casar e ter filho cedo”. “Pela beleza do corpo e do rosto, e pelo porte, Marcela merecia ter ganho em Paulínia”, diz Daniella.

No mesmo ano dos desfiles, Marcela conheceu Michel Temer. Ela acompanhava seu tio Geraldo, filiado ao PMDB e funcionário da prefeitura de Paulínia, a uma convenção do partido em que o vice-presidente também estava. Temer se encantou por ela ao primeiro olhar, relata o tio. E pediu um encontro com a moça. O convite foi aceito, mas Marcela foi ao encontro acompanhada pela mãe, Norma. Temer pediu a ela que permitisse o namoro entre os dois. “Posso dizer que Michel foi o primeiro namorado, namorado mesmo, de Marcela”, diz Norma. “Os propósitos dele eram corretos. Ele é uma pessoa maravilhosa.” Por cerca de um ano, Temer ia quase todos os fins de semana a Paulínia se encontrar com Marcela. O casamento, apenas no civil, aconteceu em julho de 2003, na casa de Temer, em São Paulo. A cerimônia foi restrita aos familiares dos noivos. De acordo com a família, não houve problemas pela diferença de idade do casal. “Isso nunca foi uma questão para nós, nem para eles”, diz Geraldo. Segundo ele, Marcela tem ótima relação com as três filhas de Temer, frutos de seu primeiro casamento. A primogênita de Temer é mais velha que Marcela. Temer tem ainda um filho, de 10 anos, do relacionamento que teve com uma jornalista.

Depois do casamento, Marcela, que tinha vagas aspirações de ser modelo, deixou os planos de lado. Em homenagem ao marido, tatuou o nome dele na nuca. E, sob influência de Michel, bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, ela ingressou na Faculdade Autônoma de Direito, em São Paulo. Formou-se no final de 2009, mas, segundo sua mãe, não prestou ainda o exame da Ordem dos Advogados do Brasil. A gravidez, primeiro, e os cuidados com o filho, depois, teriam impedido. Norma diz que prestar a OAB está nos planos da filha. Mas seu principal projeto agora parece ser submergir, afastar as comparações com a primeira-dama da França, Carla Bruni, e retornar ao posto de esposa discreta que ocupou nos últimos sete anos.

Do: revistaepoca.globo.com

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