POESIA  DO DIA

Por: Moisés Abílio poeta jornalista e crítico literário

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CINCO SEGUNDOS… ETERNOS

Luz vermelha
Da disparada dor
Cotidiana
Emana
A carência
Sem referência
O sinal vai abrir
“ Tio óia o chiclete”.
À bala na mão
Não no peito
No trânsito louco
Transita a fome
Que sujeita o homem
O sinal tá fechado
O coração também
A esperança acelera
Fugiu avenida afora
A buzina agita
O peito grita
O som não sai
A fome mastiga
E Por aí vai
O vidro tá limpo
Sou malabarista e brinco
“Tio me dá”,
Cinco…
Segundos de atenção
Quero quebrar
Da algema o elo
Evitar o duelo
Saí vencedor
Na batalha final
Ser bem não mal
Chiclete ofertado
Trânsito parado
Vidro fechado
Fim anunciado
Na troca de balas
Com todo efeito
Não mais na mão
Agora no peito
Ajoelho e deito.
O semáforo abriu.

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